JP ficou órfão após um
desastre há alguns anos nas Filipinas, veio para o Brasil com o tio que um dia
saiu para trabalhar e não voltou mais. O garoto agora com oito anos foi levado
para um abrigo mantido por uma organização filantrópica internacional conhecida
como Corporate Group New Earth.
No abrigo conheceu Adam, um
garoto de mesma idade que cresceu no local, cujas únicas informações a seu
respeito são que chegara ao Brasil ainda bebê, com um grupo de ciganos alemães que
foram presos pela Interpol enquanto o pequeno Adam fora encaminhado para o
abrigo. Adam tem a expressão séria, um tom grave e as vezes quando fala assusta
o simples JP e um fato intrigante é que vivem apenas os dois nesse abrigo.
Quando os meninos completaram
10 anos, passaram a ser exigidos desafios físicos e psicológicos que começam a
deixar JP com a expressão parecida com a de Adam.
Os dois garotos conversam
durante os exercícios, e fora desse horário não conversam com mais ninguém. Tudo
o que precisam é providenciado por sistemas computadorizados e robótica de alta
tecnologia e por isso não há qualquer contato com outra pessoa, a não ser uma
voz distorcida que os orienta por um alto falante.
Algo que intrigava os
meninos é que a voz havia mudado há alguns dias.
O dono da nova voz é Mestre Yusuf,
e mesmo pelo alto falante se compadece e não consegue deixá-los no abrigo por
muito mais tempo e em um ousado plano de fuga resgata ambos para levá-los para
uma fazenda.
Sem saber como cuidar de dois
filhos, decide torná-los seus discípulos, mas agora à sua maneira. Os dois meninos
crescem como irmãos e competidores, enquanto mestre Yusuf torna-se o mais
próximo possível de um pai, pois mesmo com a afeição, ainda é um mestre que
veio do Oriente Médio para preparar soldados e não para criar filhos.
O que falta como pai, no
entanto, sobra como mestre e os dois meninos em breve serão especialistas em
combate corpo a corpo, com lâminas e peritos em armas de fogo e explosivos,
assim como seu mestre.
Adam tem o desejo de obter
mais respostas sobre seu passado, quem eram seus pais, como veio parar no
Brasil e nas mãos da organização. Mesmo o mestre Yusuf não sabe lhe dar as
respostas que precisa e detalhes sobre experimentos pelos quais passou desde
bebê são obscuros com apenas lembranças confusas.
JP ainda não sabe o
paradeiro de seu tio que fora como um pai durante sua infância e tão pouco
compreende o propósito de seus treinamentos, tanto no abrigo, como agora com Yusuf e por isso leva tudo menos a sério, mas devido à carência pela perda da
família nutre um carinho ainda maior pelo mestre e por seu amigo.

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